Durante uma viagem de avião nosso organismo pode reagir de diferentes maneiras. Alguns sintomas são bem conhecidos por quem viaja nas alturas, como o incômodo nos ouvidos e inchaço nos pés. Mas existem outras reações possíveis causadas pelo aumento de altitude, mudança do fuso horário e pouco espaço. Para você se sentir melhor preparado para a próxima viagem, listamos as reações mais comuns, com dicas e truques para minimizá-las. Confira:

  • Incômodo nos ouvidos: A sensação de ouvidos tapados é um desconforto para muitos viajantes. Ela ocorre devido à mudança de pressão que faz com que o ar dentro do ouvido empurre o ar que está dentro das vias respiratórias. Ou seja, os ouvidos acabam virando um caminho para a saída de ar. Para aliviar o incômodo as dicas são mastigar chiclete ou engolir a saliva tampando o nariz, pois isso faz com que as pressões do corpo se igualem mais rapidamente.
  • Inchaço nas pernas e pés: Por passar muito tempo sentado, o sangue se acumula nesses membros e ocorre o inchaço. Nesse caso, a pessoa pode tentar direcionar o sangue de volta ao coração flexionando os pés para cima e para baixo, esticando as pernas, contraindo os músculos da panturrilha, ou caminhando pela aeronave enquanto o sinal de atar cintos estiver desligado. Essas ações estimulam a circulação do sangue e reduzem o inchaço.
  • Ressecamento: A baixa umidade no interior da cabine do avião pode ressecar a pele, mucosas e as vias respiratórias, principalmente devido ao ar-condicionado. É preciso vários cuidados para evitar o ressecamento, pois ele pode ocorrer em diferentes partes do corpo. As dicas são: beber bastante água, usar hidratante na pele e lábios, e utilizar colírio para lubrificar os olhos (principalmente quem usa lentes de contato).
  • Jet lag (descompensação horária/fadiga de viagem): O termo Jet Lag é utilizado para representar a fadiga e mal estar causados pela troca de fuso horário. Alguns estudos apontam que o corpo humano precisa de 12 horas para se recuperar da mudança. Mas não se assuste, existem truques para amenizar os efeitos: adapte seu ”relógio biológico” conforme o horário do destino alguns dias antes de viajar, e caso não consiga, force seu organismo a entrar no novo fuso logo que chegar, comendo e dormindo conforme os horários locais; vá viajar descansado, para não aumentar o efeito da mudança por já estar cansado.
  • Dores de cabeça e sono: As cabines dos aviões são pressurizadas para simular uma altitude de 6 mil a 8 mil pés (1.800 a 2.400 metros) na Terra, com isso a quantidade de oxigênio disponível diminui, podendo causar dor de cabeça e sonolência em algumas pessoas. Como reação a diminuição do oxigênio, o organismo tende a aumentar as frequências respiratória e cardíaca, o que ocasiona maior desconforto em hipertensos e pessoas com problemas pulmonares.

Você pode consultar dicas sobre cuidados para doenças pré-existentes na cartilha “Doutor, posso viajar de avião?”, elaborada pela professora Dr.ª Vânia Elizabeth Ramos Melhado e alunos da Liga de Medicina Aeroespacial.

Faça o download para leitura através da página da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo: http://www.fcmsantacasasp.edu.br/

Agora que você entendeu como seu corpo reage durante o voo, sinta-se preparado para a próxima viagem. E conte conosco para facilitar suas viagens.